top of page

Das ruas às praças

No interior da cidade é quase impossível não voltar os olhares para quem vive em um vai e vem contínuo. As praças e as ruas  são elementos cruciais quando se é preciso representar e definir o que tem ou o que forma uma cidade. Das ruas às praças, os espaços são vistos como uma oportunidade de ocupação humana, em busca da manutenção de vida e da exposição de atividades, desejos e sonhos pelas mais variadas pessoas.

Como quase todo estudante de jornalismo, nesta matéria nos inquietamos pelo frenético - e ao mesmo tempo pacífico - cotidiano da cidade de Crato, Ceará, ocupado e reconfigurado por personagens que trabalham, se divertem e concretizam objetivos, no seio das suas atribuições. Buscamos por histórias em comum, de pessoas que não gostam de ficar paradas e que veem na rua ou na praça, um lugar essencial para levar a vida.

Zeneide Alves, Lucianna Taccone, Damião Nunes e Seu Chaguinha. Através de conversas intimistas, os personagens dessa matéria puderam expor com liberdade as suas formas de levar a vida, o trabalho, os sonhos, medos e lições de vida, além dos sentimentos pelas ruas e praças, locais que veem como espaços de acolhimento, afeto e persistência.

Apesar de ser considerada muitas vezes banal, a cidade é palco de fatos e histórias que se expressam ao longo do tempo. Neste momento, o leitor é convidado a ver com outros olhos aquilo que esteve e estará sempre presente na rotina que, dá cor, vida e sentidos que muitas vezes o falta.  

Mapa

N

Luciana

hola!

Eu sou Luciana Taccone

O

Malabarismo é uma prática de equilibrar objetos no ar com diferentes técnicas  e agilidade. Trabalha o corpo e a mente e requer concentração, persistência e treino. Registros de pinturas no túmulo do Faraó Beni-Hassan, que representavam objetos sendo lançados no ar, indicam que a a arte com malabares teve início há cerca de 4000 a.c., no Egito. Na Grécia Antiga, os malabaristas eram pintados em vasos ou esculpidos em cerâmica, mas foi em Roma que foi conquistou espaço: os artistas se apresentavam em feiras na cidade, em espetáculos nas arenas e nas cortes, para divertir os reis.

Com o declínio do Império Romano, houve a colocação do malabarismo como arte marginal, por ser praticada pela plebe e pelas classes baixas. Foi associado a bruxaria: como explicar um ser humano ter a capacidade de fazer objetos voarem manipulando eles com as mãos?

 

A partir do século XVIII, começou a ser feita por palhaços e com isso a figura do malabarista foi relacionada com a do artista de circo. Malabares podem ser bolas, claves, argolas e tochas de fogo. Também são usadas a corda bamba e o monociclo, trabalhando o equilíbrio enquanto o artista faz as manobras com as ferramentas. Além de ser terapêutica, a prática das técnicas auxilia na melhoria da coordenação motora, visão periférica e reflexos, além de ser terapêutica.

Malabaristas ocupam as ruas e as utilizam como palco para apresentações rápidas, no intervalo entre um abrir e fechar de semáforos, disputando a atenção de motoristas, pilotos e passageiros em trânsito. Para Luciana Taccone, artista de rua e mochileira, o malabarismo despontou como forma de sustento. É assim que sobrevive em sua temporada pelo Brasil. Na época da escrita desta reportagem, Luciana estava no Crato e fazia malabares na Praça Alexandre Arraes. Um dia depois da foto que abre este capítulo, Luciana falava em continuar a mochilar pelo interior do Brasil. 

HISTÓRIA DE LUCIANA TACCONE

Argentina de 26 anos que viaja a 10 meses pelo Brasil, natural da província de La Matanza - município de Buenos Aires. Fez o teste para tentar a sorte na Emad (Escola Metropolitana de Arte Dramática) e disse a mãe que se não tivesse sucesso viria para o Brasil pois sempre teve o sonho de viajar. Foi aprovada na escola de teatro e passou um ano. Também cursou Educação Física por 4 anos.


 

Apaixonada pelas artes desde criança, por uma influência da sua mãe, que é diretora de uma escola de arte, Luciana já estudou por um ano na Escola Metropolitana de Arte Dramática - EMAD. O curso era teatro, porém, achou que o momento era de realizar um dos outros maiores sonhos da sua vida: viajar para o Brasil e conhecê-lo.  

 

Veio ao Brasil com os pais em dezembro de 2017, para a região sul do país, especificamente para a cidade de Florianópolis. Os pais de Luciana voltaram para Argentina, sabendo que ela ficaria por mais quatro meses e, depois, voltaria a estudar em Buenos Aires, o que não aconteceu. Luciana pegou tanto gosto por viajar que ficou. A princípio foi difícil, os pais ficaram preocupados mas não perderam o contato com a filha, ela falava com eles por Facebook e, em uma dessas conversas, deu a notícia de que ia ficar no Brasil por tempo indeterminado. Luciana Taccone disse não saber como se deu o processo de aceitação deles, mas conhecendo os pais, acha que acabaram entendendo e aceitando seu sonho.

O contato com o malabarismo aconteceu quando se aproximou de um rapaz malabarista que morava perto da sua casa. Luciana diz que já estava em Florianópolis quando se conheceram mais a fundo, ao se encontrarem por acaso. Luciana achava a arte interessante e começou a falar com ele, que foi mostrando para ela as técnicas e a ensinou, além de lhe presentear com bolinhas e objetos que foram de serventia para ela praticar.

 

A paixão pelo teatro foi cada vez mais confirmada no Brasil, fazendo malabarismo para viver e tê-lo como sustento. Luciana compara a rua como um palco em que pode atuar e performar como deseja. Para a mochileira, essa  experiência fará com que volte para o seu país com outra mentalidade, diz ter sido um crescimento muito grande. “Eu acredito muito no universo e em todas as energias e estava com vontade de sair da minha casa, queria morar sozinha e nunca podia. Inconscientemente eu saí da minha casa, passei a me sustentar sozinha”.


 

Ao sair da zona de conforto da sua casa, passou a valorizar coisas simples como um copo de água, diz ela. “Muitas vezes ficamos na rua sem um banheiro, sem água, então você tem que procurar e as pessoas aqui no Brasil dão muita ajuda”.

Taccone diz que esse tour pelo Brasil e o conhecimento de novas culturas a enriqueceu bastante, e pensa todos os dias sobre isso, acha o povo brasileiro muito fiel a manter a cultura e compara com Buenos Aires em que há repressões com as ditaduras em toda a história do país.

Está absorvendo essas lições e está admirada mas não sabe como ou, de que maneira, vai reproduzir o que aprendeu, só tem a certeza de que já está impregnado nela e que de alguma maneira vai sair. Ainda reconhece que nem todos vão ter a mesma possibilidade dessa imersão em outras culturas e se sente muito agradecida por poder voltar ao princípio sem sentir tristeza por ter deixado tanta coisa para trás, mas pensa: “se gosto tanto da Argentina porque fico aqui?” E mesmo com esse questionamento diz acreditar que tudo acontece por algum motivo e sabe que essa experiência ao ser repassada vai enriquecer outras pessoas. Muitos aprendizados vieram à tona para a malabarista, como agregar gírias do linguajar cearense, como “oxe”, “e aí”, “né”, etc.


 

Taccone diz que ao estar no sinal fazendo sua arte se depara com motoristas que retrocedem o carro, fecham a janela, comentam coisas que não são legais de se ouvir, tocam na mão, soltam beijo (atitudes machistas).

Já pensou em deixar o malabares, diz que gostaria de fazer outras coisas, aprender a tocar pandeiro. Gosta de malabarismo mas, considera um trabalho desgastante porque tem troca de energias.

A maior parte das pessoas dos lugares que visitou valorizam e respeitam seu trabalho, diz que às vezes não recebe dinheiro mas um aplauso, e isso para ela vale mais. “ Esse trabalho ali na frente de tantos carros é mais para transmitir alguma coisa, se você não dá dinheiro, mas sorri ou der um aplauso, eu vou ficar muito mais feliz, mesmo que eu não consiga um real”.

Quando uma criança olha e aplaude, Luciana diz que isso torna o dia perfeito, acha que como artista tem a possibilidade de mudar o dia de uma pessoa, um idoso que está por morrer e vê pela última vez um artista fazendo algo e foi capaz de arrancar um sorriso do senhor. Luciana acha isso lindo, e se sente grata por poder fazer a diferença na rotina de pessoas que vão trabalhar todos os dias pelo mesmo caminho e através do malabarismo consegue colocar um pouco de cor no dia do outro.

Imagina que vai continuar viajando, fazendo teatro e não sabe aonde mas quer continuar conhecendo o mundo e fazendo qualquer tipo de arte mas sempre artista e viajante.

Tem a certeza de que quer ser feliz, mas não sabe o que pode acontecer, pensa nisso como novas possibilidades que virão, talvez tenha um filho ou não, está aberta ao novo e sabe que podem acontecer muitas coisas.

Tem planos de viajar para a Amazônia mas sabe dos riscos de doenças, perigos e dificuldades, conheceu malabaristas que foram para a região e falaram de como é duro ganhar trocados lá, diz ter a certeza que vai voltar a viajar, mas no momento prefere passar por lugares do interior mais tranquilos e quer voltar para seu país e província em La Matanza, retomar o estudo de teatro e chegar lá antes de abril que é o período em que as aulas na escola de arte iniciam.

Sente saudades da família, apesar de falar com eles uma vez por semana, já está a muito tempo sem voltar pra casa e sente falta também do seu cachorro.

No início a maior preocupação era onde dormir e o que comer, o fato de não viajar sozinha também foi muito importante por ser mais fácil, não sente tanto medo estando acompanhada. Estando só acha que seria mais duro por ter que passar mais tempo num lugar para conseguir dinheiro ou alugar um lugar. Fala que está mais atenta, se se depara com algo que não gosta ou não se adapta como alimentação, vai para outro lugar ou pede ajuda numa casa, pede abrigo a terceiros, afirma não sentir mais medo mas ser precavida e atenta.

Manobras/técnicas do malabarismo

Swing - Movimento circular ao redor do corpo numa mesma direção.

Antispin - Técnica em que o braço vai para um lado e o objeto vai para o lado contrário.

Chaguinha

Eu sou Chaguinha

Francisco das Chagas, de 75 anos, é engraxate na Praça Siqueira Campos, em Crato, Ceará.

"A solução de tudo é o respeito."

E

Em 1953, ano em que no Brasil havia acabado de criar a Petrobras, empresa de petróleo brasileiro, Seu Francisco inicia também a sua trajetória como engraxate que já bate na casa dos 65 anos, a base de um pano e graxa, uma massa consistente derivada do petróleo.

(...)“Desde os dez anos de idade, depois que meu pai faleceu e eu tive que trabalhar para ajudar a minha mãe”. Assim diz seu Chaguinha, de 75 anos, ao responder sobre quando começou a trabalhar na rua como engraxate. Coincidência ou não, Seu Chaguinha se orgulha do seu trabalho, do êxito no seio familiar construído e do local em que sempre esteve trabalhando: na Praça Siqueira Campos em Crato, Ceará.

      Antes era das oito da manhã às dezessete horas da tarde, hoje, depois de ter realizado alguns sonhos - como o de formar os nove filhos - Chaguinha tem horário reduzido, sinalizado na sua cadeira-caixote, tonalizada de azul e em letras como se fossem em negrito: “Amo minha profissão.... de 8h às 12h.” No tempo em que começou a trabalhar, o engraxate diz que um dos motivos que também o influenciaram foi que na época, havia muitos outros engraxates e, ao saber que um deles iria embora do Crato para Belém do Pará, seu Chaguinha logo procurou comprar a caixa e, assim dar largada ao que diz ter se acomodado e ter se apaixonado de uma forma única.

       Guardadas pelo brilho da memória e dos milhares de sapatos já engraxados, algumas lembranças são ditas não por palavras, mas pelas mãos de Seu Chaguinha, algumas coisas nem sendo perguntado, o engraxate de mais de 60 anos lembra, como por exemplo, o valor gasto para comprar a primeira caixinha de engraxe. Entretanto, lembra bem de quando casou, entre os 16 a 17 anos de idade, o que diz ter sido um dos maiores sonhos realizados.

      As praças, historicamente vêm sofrendo várias mudanças, e suas definições variam de acordo com cada cultura, mas sempre vistas como um elemento exclusivamente urbano e de forte presença humana. Na Antiguidade, por exemplo o espaço era voltado à transmissão de conhecimento e cultura, de exposição de ideias e tomada de decisões. Atualmente, a praça é diretamente relacionada com um espaço urbano ajardinado, mas não só isso, é um local apropriado para o descanso e entretenimento.  

      A praça Siqueira Campos está presente na vida de Seu Chaguinha desde quando começou a “embelezar” sapatos. Hoje, ele é resultado do saber transmitido por outros engraxates que já frequentavam as praças da cidade de Crato, a quem observava desde muito pequeno. Perguntado sobre a importância da praça para ele, Chaguinha diz que é um dos lugares que nunca decepcionou, o que colabora para a ideia de que não é só trabalho, mas de entretenimento e local que foge de toda e qualquer ociosidade.

Zeneide

A melhor da galáxia!

Zeneide Alves

Zeneide Alves, 23 anos, “a menina das trufas”, é uma dessas pessoas que vê nas ruas da cidade de Crato o cenário do seu dia a dia como espaço de trabalho.

A

 região central do Cariri Cearense formada por Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha são grandes centros de comércio, seja formal ou informal. A presença de vendedores informais, ambulantes ou fixos pelas ruas é algo bastante forte na região.  São muitos os que encontram na rua, uma ou única alternativa para tirar o sustento,

A venda de trufas é algo muito comum na região, sejam por estudantes nas universidades, nas paradas de ônibus ou nas ruas centrais da cidade, sejam outras pessoas que vendem para sustentar a família. Entre tantos outros personagens que vendem chocolates na rua,  Zeneide Alves, de 23 anos, consegue fazer isso de uma forma singular e com maestria.

IMG_3076.JPG

Há mais ou menos quatro meses, Zeneide começou a vender trufas dentro de casa com a necessidade de ajudar a “obra do senhor jesus” da igreja Assembleia de Deus Unidade Cristo, a qual faz parte. O ato de empreender trouxe a oportunidade de expandir a venda de trufas para além da comunidade Vila São Bento em que vive, no Crato.  Para tornar o que já é comum em algo extraordinário, Zeneide  adjetivou inicialmente o seu produto (as trufas), como “a melhor trufa do mundo".

 

Entre suas idas e vindas pelas ruas e praças do Crato, a vendedora de trufas  encontrou um rapaz, que intitulou seus chocolates de uma forma mais ousada: “ melhor do mundo não, da galáxia”. Surpreendida, logo questionou porque o rapaz disse dessa forma e, assim, ele respondeu “porque a galáxia envolve tudo”. A partir disso, as trufas vendidas começaram a ser vendidas como “ a melhor trufa da galáxia". 

 

Questionada sobre quem faz as trufas, a jovem afirma que são feitas pela pastora Adriana da sua igreja. Além de Zeneide, outros fiéis da igreja também vendem as trufas,  e toda equipe de vendas conseguem arrecadar dinheiro para garantir a construção da igreja.

IMG_3060.JPG

A rotina da menina das trufas traz consigo a missão de vender a maior quantidade de trufas possíveis por dia, que se dá ao perambular praças, universidades e alguns estabelecimentos como pizzarias e lanchonetes. Pois são nesses lugares, onde se encontram um número maior de pessoas. O fato de levar aos clientes o produto faz da menina das trufas a encarregada de convencê-los a comprar trufas e ainda assistirem a apresentação empolgante da 

O ato de empreender e de vender trufas, é resultado de várias etapas:  produção, confecção e venda do produto. Além disso,  durante a missão de conseguir vender o seu produto aos clientes, Zeneide usa da criatividade em um isopor, destacando o seu maior slogan: “ a melhor da galáxia”,

 

Zeneide leva o seu marketing à risca, com direito a canal no Youtube e perfil no Instagram com as paródias criadas e gravadas em vídeo, mostrando assim a sua paixão pelo Marketing, e exalta a sua vontade de fazer faculdade nessa área.

Todos os dias ao sair de casa para o trabalho, prefere deixar em casa todo sentimento ruim e levar com ela somente o sorriso no rosto e poder mostrar isso para os clientes. Apesar de receber alguns “nãos” no dia a dia, Zeneide diz “Eu acho que me encontrei com as trufas”, e diante das dificuldades pessoais, ainda complementa dizendo "quero dar um futuro melhor para minha família". As ruas e as praças para Zeneide é um rio de aprendizados.

Confira no vídeo abaixo, a forma como Zeneide apresenta a "melhor trufa da galáxia".

Damião

Damião Nunes

"Porque eu sempre gostei de trabalhar"

Damião, 41 anos, flanelinha da praça Siqueira Campos.

O flanelinha, Damião Nunes da Silva, 41 anos, natural de Santana do Cariri, passa o seu dia a dia na praça Siqueira Campos. A sua rotina gira em torno das horas de trabalho dedicadas à cuidar das motocicletas que várias pessoas deixam ali durante o decorrer do dia.

Nascido em Santana do Cariri, viveu por lá a sua infância e mudou-se para Crato para começar a escrever uma nova história. Damião Nunes conta que quando vivia na zona rural trabalhava na roça, mas ao mudar-se para a cidade do Crato passou a tirar o sustento da família trabalhando como camelô, “vendendo pastilha, chiclete, cigarro, de tudo eu vendia um “bocado”, comenta o flanelinha.

 Damião conta que começou a trabalhar na rua em 2014 quando conheceu um rapaz que trabalhava com a profissão de flanelinha.  Então, por já ter vontade de ter um negócio em que pudesse atuar na rua, pagou R$ 100,00 pelo espaço para poder trabalhar.

Apesar de ter se encontrado na profissão de flanelinha, Damião Nunes, ainda trabalha no camelô em eventos como a Expocrato, uma festa típica da cidade do Crato, com feiras agropecuárias, shows e barracas. Segundo ele, o espaço de venda é pago para poder trabalhar.

Para Damião a maior dificuldade como flanelinha se dá porque não é um trabalho privado,  mas sim público. Sobre o ganho na profissão, ele ressalta “ um paga 0,50, 1,00, um dá 0,25 outro 0,10 centavos e é assim”. Em relação a forma de tratamento há pessoas que são “brutas” e outras não e ainda reafirma dizendo que “tem pessoas boas e outras ruins”.

Os instrumentos de trabalho de Damião são os papelões, o balde, a água e a esponja que utiliza para fazer a limpeza nas motos de quem deseja, como se fosse um mini lava jato. O horário de trabalho do flanelinha, Damião Nunes, inicia às 6:00 da manhã e se estende até as 17:00.

Equipe

Dalila da Silva

Iara Meneses

Joedson Kelvin

 

Suporte técnico 

Hanna Menezes

 

Reportagem multimídia apresentada na disciplina de Laboratório de Jornalismo Digital  | 6º semestre | 2018

 

Professores Orientadores

Diógenes Luna

Ivan Satuf

Criado com Wix.com 

bottom of page